Viabilidade econômica e financeira na inovação

Cuidar do próprio dinheiro é uma arte, e quase todos fazem, ou pelo menos deveriam, a viabilidade econômica e financeira em um processo de inovação é justamente isso.

Ninguém compra uma casa ou carro sem avaliar como pagar e como será o futuro, certo?

E como esse processo é feito nas empresas?

O processo é o mesmo e chama-se avaliação da viabilidade financeira.

Antes de comprar ou investir em inovação, boas empresas avaliam os prós e contras de qualquer ação que envolva dinheiro e tempo.

De uma forma resumida: é um estudo que avalia se vale a pena ou não começar ou investir em algo.

Mas como fazer essa análise da viabilidade econômica e financeira?

Análise da viabilidade financeira e econômica de uma corporação

O processo envolve de forma simples a comparação do retorno financeiro diante do que será aplicado.

Não vamos abordar em detalhes esse processo aqui, mas se você gostar vamos aprofundar no que interessa: como isso afeta a minha ideia e inovação?

O desconhecimento da viabilidade econômica e financeira de um projeto é um vilão que você cria sem saber.

Por melhor que seja sua ideia e por mais motivado que você esteja, um erro aqui e você não consegue implementar a sua ideia.

Vamos conhecer alguns desses problemas que os que buscam inovar enfrentam na rotina do dia a dia?

1) Não considerar o tempo investido

Pode não estar claro, mas o principal recurso que uma inovação ou ideia precisa é de tempo. E tempo, como diz o ditado, custa dinheiro.

Mas como esse tempo é investido? Um exemplo simples pode estar no tempo que você dimensionou pensando no fluxo de caixa desse projeto.

Se você vai investir ou receber investimento de algum banco vai precisar montar um bom fluxo e para pensar nisso, claro, precisa planejar receitas futuras.

Quais são os rendimentos e despesas esperados nos próximos 3 ou 5 anos futuros?

Ou você pensou em iniciar algo sem definir, mesmo que intuitivamente, quanto iria gerar de dinheiro com seu novo produto ou serviço?

Como dica, lembre de não apenas projetar por “feeling” e busque no mercado quanto e como as pessoas pagariam pela sua iniciativa.

Um indicador que você pode usar para dimensionar seu investimento é o Payback.

Este indicador vai te mostrar em quanto tempo sua inovação levará para dar retorno.

Você pode fazer o Payback de duas formas:

a) Tradicional ou Simples: não utiliza o tempo na fórmula. Se você pegou um investimento de R$120.000,00 e consegue retornos de R$10.000,00 por mês, logo seu Payback será de 12 meses.

b) Descontado: nesse modelo é utilizada a Taxa Mínima de Atratividade (TMA), que é definida ao avaliar a fonte de capital (investidores, anjos, bancos ou até o seu cofrinho), além da margem de lucro que se espera.

No modelo de Payback Descontado basta usar a TMA para descontar o fluxo de caixa e trazer para a data do começo do investimento.

2) Apostar no produto errado (e demorar para corrigir)

Em um cenário de mercado com muitas e boas opções de inovações, nem sempre é possível escolher o produto certo.

Por mais que você tenha planejamento e estratégia, inúmeros itens podem atrapalhar a jornada do seu novo produto.

Demorar muito para lançar e perder o apetite do seu consumidor por algo novo, é um exemplo.

O desafio dessa fase da viabilidade econômica e financeira é conseguir prever esse efeito negativo e diminuir o impacto de uma escolha errada.

Não é um problema optar por algo que deu prejuízo, isso pode acontecer, mas é essencial corrigir isso muito rápido!

Por isso é importante a analise e acompanhamento semanal, quinzenal e mensal do seu balanço financeiro.

Sabemos que o principal objetivo é lucro, certo? Para saber mais sobre como descobrir se um produto seu dará lucro, leia mais aqui!

Para acompanhar melhor sua análise, daremos duas dicas de indicadores bem utilizados e essenciais para qualquer avaliação econômica financeira:

a) Valor Presente Líquido (VPL).

O VPL é um dos principais itens usado na avaliação da viabilidade de projetos de investimentos.

De modo simples: é a diferença entre valor investido e valor resgatado no final do investimento, sempre trazendo para o valor presente.

Com ele você vai descobrir se a sua inovação trará mais retorno do que custará no final do projeto.

Se o valor do VPL for positivo, você conseguirá gerar lucros. Caso contrário, com um resultado negativo, você fica sem lucro e com prejuízo. E se o valor for nulo (zero), o projeto até entra em equilíbrio nos próximos anos, mas sem o essencial, sem o lucro.

b) Taxa Interna de Retorno (TIR).

É uma taxa extremamente utilizada e que apresenta a rentabilidade de um projeto de investimento.

É a taxa do retorno que vai zerar o Valor Presente Líquido, considerando o valor do dinheiro no prazo indicado.

3) Dimensionar o investimento abaixo do necessário

Se apostar em algo errado dá problema, escolher o certo e não orçar direito também. Você deve estar muito atento e prever todos os itens que irão compor a sua oferta, não somente o desenvolvimento.

Lembre que um produto ou serviço precisará de planejamento, comunicação, treinamento, ações em locais específicos e outros custos que você precisa detalhar.

Isso acontece pois no meio do caminho, quase como em uma reforma da sua casa, vão aparecer mais e mais itens que tirarão o seu orçamento do lugar e sua lucratividade!

Você pode usar uma projeção simples de custos variáveis, impostos e custos fixos (salários, luz, internet) e montar um cenário. Fácil e vai te garantir menos dor de cabeça.

Tudo tem um limite! E você não gasta todo seu dinheiro em algo somente porque gosta, até porque em excesso, tudo faz mal.

4) Falência

Aqui a nossa dica é essencial: saiba parar e avaliar sua saúde financeira diariamente com um bom fluxo de caixa.

Ou seja, a viabilidade econômica e financeira é uma rotina e não uma coisa que você faz e esquece.

Se você não identificar o problema e corrigir em tempo hábil, talvez a inovação que salvaria o seu negócio seja o que vai acabar com ele.

Cuidar da sua saúde financeira antes de algo acontecer é o que vai preparar o terreno para novas e lucrativas ideias.

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Tanto que o resultado final foi uma ferramenta de governança de inovação, utilizada como meio para fazer a gestão da transformação de ideias em produtos ou serviços, como implementação de melhorias ou até mesmo com análise de startups.

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