Viabilidade econômica e financeira na inovação

Cuidar do próprio dinheiro é uma arte, e quase todos fazem, ou pelo menos deveriam, a viabilidade econômica e financeira em um processo de inovação é justamente isso.

Ninguém compra uma casa ou carro sem avaliar como pagar e como será o futuro, certo?

E como esse processo é feito nas empresas?

O processo é o mesmo e chama-se avaliação da viabilidade financeira.

Antes de comprar ou investir em inovação, boas empresas avaliam os prós e contras de qualquer ação que envolva dinheiro e tempo.

De uma forma resumida: é um estudo que avalia se vale a pena ou não começar ou investir em algo.

Mas como fazer essa análise da viabilidade econômica e financeira?

Análise da viabilidade financeira e econômica de uma corporação

O processo envolve de forma simples a comparação do retorno financeiro diante do que será aplicado.

Não vamos abordar em detalhes esse processo aqui, mas se você gostar vamos aprofundar no que interessa: como isso afeta a minha ideia e inovação?

O desconhecimento da viabilidade econômica e financeira de um projeto é um vilão que você cria sem saber.

Por melhor que seja sua ideia e por mais motivado que você esteja, um erro aqui e você não consegue implementar a sua ideia.

Vamos conhecer alguns desses problemas que os que buscam inovar enfrentam na rotina do dia a dia?

1) Não considerar o tempo investido

Pode não estar claro, mas o principal recurso que uma inovação ou ideia precisa é de tempo. E tempo, como diz o ditado, custa dinheiro.

Mas como esse tempo é investido? Um exemplo simples pode estar no tempo que você dimensionou pensando no fluxo de caixa desse projeto.

Se você vai investir ou receber investimento de algum banco vai precisar montar um bom fluxo e para pensar nisso, claro, precisa planejar receitas futuras.

Quais são os rendimentos e despesas esperados nos próximos 3 ou 5 anos futuros?

Ou você pensou em iniciar algo sem definir, mesmo que intuitivamente, quanto iria gerar de dinheiro com seu novo produto ou serviço?

Como dica, lembre de não apenas projetar por “feeling” e busque no mercado quanto e como as pessoas pagariam pela sua iniciativa.

Um indicador que você pode usar para dimensionar seu investimento é o Payback.

Este indicador vai te mostrar em quanto tempo sua inovação levará para dar retorno.

Você pode fazer o Payback de duas formas:

a) Tradicional ou Simples: não utiliza o tempo na fórmula. Se você pegou um investimento de R$120.000,00 e consegue retornos de R$10.000,00 por mês, logo seu Payback será de 12 meses.

b) Descontado: nesse modelo é utilizada a Taxa Mínima de Atratividade (TMA), que é definida ao avaliar a fonte de capital (investidores, anjos, bancos ou até o seu cofrinho), além da margem de lucro que se espera.

No modelo de Payback Descontado basta usar a TMA para descontar o fluxo de caixa e trazer para a data do começo do investimento.

2) Apostar no produto errado (e demorar para corrigir)

Em um cenário de mercado com muitas e boas opções de inovações, nem sempre é possível escolher o produto certo.

Por mais que você tenha planejamento e estratégia, inúmeros itens podem atrapalhar a jornada do seu novo produto.

Demorar muito para lançar e perder o apetite do seu consumidor por algo novo, é um exemplo.

O desafio dessa fase da viabilidade econômica e financeira é conseguir prever esse efeito negativo e diminuir o impacto de uma escolha errada.

Não é um problema optar por algo que deu prejuízo, isso pode acontecer, mas é essencial corrigir isso muito rápido!

Por isso é importante a analise e acompanhamento semanal, quinzenal e mensal do seu balanço financeiro.

Sabemos que o principal objetivo é lucro, certo? Para saber mais sobre como descobrir se um produto seu dará lucro, leia mais aqui!

Para acompanhar melhor sua análise, daremos duas dicas de indicadores bem utilizados e essenciais para qualquer avaliação econômica financeira:

a) Valor Presente Líquido (VPL).

O VPL é um dos principais itens usado na avaliação da viabilidade de projetos de investimentos.

De modo simples: é a diferença entre valor investido e valor resgatado no final do investimento, sempre trazendo para o valor presente.

Com ele você vai descobrir se a sua inovação trará mais retorno do que custará no final do projeto.

Se o valor do VPL for positivo, você conseguirá gerar lucros. Caso contrário, com um resultado negativo, você fica sem lucro e com prejuízo. E se o valor for nulo (zero), o projeto até entra em equilíbrio nos próximos anos, mas sem o essencial, sem o lucro.

b) Taxa Interna de Retorno (TIR).

É uma taxa extremamente utilizada e que apresenta a rentabilidade de um projeto de investimento.

É a taxa do retorno que vai zerar o Valor Presente Líquido, considerando o valor do dinheiro no prazo indicado.

3) Dimensionar o investimento abaixo do necessário

Se apostar em algo errado dá problema, escolher o certo e não orçar direito também. Você deve estar muito atento e prever todos os itens que irão compor a sua oferta, não somente o desenvolvimento.

Lembre que um produto ou serviço precisará de planejamento, comunicação, treinamento, ações em locais específicos e outros custos que você precisa detalhar.

Isso acontece pois no meio do caminho, quase como em uma reforma da sua casa, vão aparecer mais e mais itens que tirarão o seu orçamento do lugar e sua lucratividade!

Você pode usar uma projeção simples de custos variáveis, impostos e custos fixos (salários, luz, internet) e montar um cenário. Fácil e vai te garantir menos dor de cabeça.

Tudo tem um limite! E você não gasta todo seu dinheiro em algo somente porque gosta, até porque em excesso, tudo faz mal.

4) Falência

Aqui a nossa dica é essencial: saiba parar e avaliar sua saúde financeira diariamente com um bom fluxo de caixa.

Ou seja, a viabilidade econômica e financeira é uma rotina e não uma coisa que você faz e esquece.

Se você não identificar o problema e corrigir em tempo hábil, talvez a inovação que salvaria o seu negócio seja o que vai acabar com ele.

Cuidar da sua saúde financeira antes de algo acontecer é o que vai preparar o terreno para novas e lucrativas ideias.

Nós, da 4C temos uma plataforma de desenvolvimento de produtos que guia empresas para transformar ideias em produtos com sucesso de vendas.

Continue lendo nossos materiais e assine nossa newsletter para ter ainda mais conteúdo sobre inovação para sair do papel e conquistar o mundo.

Como podemos te ajudar?

Nós, da 4C Innovation, somos uma plataforma de desenvolvimento de produtos que guia empresas na implementação de uma cultura de inovação organizacional, transformando ideias em produtos/serviços com viabilidade de mercado.

software de inovação, o CRD, surgiu a partir dos conceitos de transformação digital do MIT, alinhado com anos de experiência em consultorias de inovação.

Tanto que o resultado final foi uma ferramenta de governança de inovação, utilizada como meio para fazer a gestão da transformação de ideias em produtos ou serviços, como implementação de melhorias ou até mesmo com análise de startups.

Gostou do nosso texto? Continue lendo mais sobre inovação nosso Blog e assine nossa newsletter de captação de recursos.

Patente de Inovação, como funciona?

Patente de Inovação

Um dos maiores fatores na competição de mercado é a inovação, tanto que já é comum para diversas empresas terem um setor próprio para esse fim, contando muitas vezes com metas de inovações por ano por exemplo.

Para a inovação acontecer de forma contínua na sua empresa, é necessária uma cultura de inovação onde toda a empresa esteja envolvida, e a patente de inovação vem justamente alinhada com esse tema,.

Quando você tem uma cultura de inovação na sua organização, se torna necessário ficar atento ao mercado e proteger a sua inovação através de uma patente, inibindo a concorrência desleal.

Proteger e garantir a exploração comercial de sua inovação é a função de uma patente, no entanto, esse pode ser um dos principais desafios burocráticos e técnicos de qualquer empreendedor.

Por esse motivo, é necessário estar atento ao pedido de patente, pois existem dois tipos e isso pode afetar seus planos. Os modelos permitidos no Brasil são: Patentes de Invenção (PI) e Modelos de Utilidade (MU).

O que é uma Patente de Inovação?

Para o Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), patente é um título de propriedade temporária sobre uma invenção ou modelo de utilidade, outorgado pelo Estado aos inventores, autores ou outras pessoas físicas ou jurídicas detentoras de direitos sobre a criação.

Com este direito, o inventor ou o detentor da patente tem o direito de impedir terceiros da tentativa de produzir, usar, colocar à venda ou importar o produto ou o processo (bem como o produto do processo patenteado) da sua patente sem o seu consentimento.

Em contrapartida, o inventor se obriga a revelar detalhadamente todo o conteúdo técnico da matéria protegida pela patente.

Com isso, a Patente de Inovação é a modalidade que atende a inovação, ou seja, atende qualquer processo, técnica ou objeto com caráter de inovação.

A patente de Invenção (PI) serve para algo completamente novo que solucione um problema atual e tenha características inovadoras, inventivas e viabilidade industrial.

OBS.: A PI é um título que pertence ao primeiro que o solicite, pelo qual se outorga ao seu titular um direito exclusivo de exploração industrial e comercial durante um período de 20 anos.

E um Modelo de Utilidade?

O Modelo de Utilidade por sua vez, protege um projeto que cria uma melhoria incremental e funcional para algum item já existente e que evoluirá no uso ou na produção fabril.

Ao realizar essa modificação, o novo item deve possuir aplicação industrial e, além disso, uma nova forma ou disposição.

O Modelo de Utilidade (MU) também pode servir como um reforço aos pequenos empresários/inventores. Principalmente aqueles que buscam proteger inovações que tem como base produtos já existentes.

Além disso, o custo inicial e anuidades também são menores do que para patentes de invenção. Um exemplo é o canudinho que tomamos refrigerante ou suco diariamente.

Aquela pequena sanfona, que permite dobrar facilmente o canudo, é um exemplo de MU. Ao adaptar seu uso e ser algo novo, melhorando sua utilização por pessoas em hospitais e portadores de deficiência física, o produto tornou-se mais inovador e diferenciado.

Principais diferenças entre Patentes de Invenção e Modelos de Utilidade

Vale a pena destacar algumas diferenças entre patentes de invenção e modelos de utilidade, sendo a principal delas a duração:

Para as patentes de invenção são 20 anos contados a partir da data de depósito, ou pelo menos 10 anos após a data de concessão.

Já os modelos de utilidade duram 15 anos após da data de depósito ou pelo menos 7 anos após a data de concessão.

Um outro ponto diferencial é que é possível fazer uma mudança de natureza de patente. Através de um requerimento direcionado ao INPI, uma invenção pode se tornar um modelo de utilidade por exemplo.

E vale a pena patentear?

Patentear é essencial e indica como a sociedade e a economia está em crescimento. Por meio de novas patentes, o mercado fica fortalecido e todos saem beneficiados.

A patente é a maneira mais adequada para proteger sua inovação e investimentos em desenvolvimento tecnológico.

Ou seja, além de evidenciar o crescimento local e nacional, garante para você a titulação de propriedade da inovação.

Na prática, ocorre proteção contra cópia ou o uso não autorizado do produto patenteado, incluindo a certeza de retorno financeiro do investimento realizado.

No desenvolvimento de uma melhoria ou inovação com nova tecnologia ou produto, é necessário investir tempo e dinheiro, por isso é essencial proteger a invenção para garantir a exploração adequada, o mundo dos negócios é perigoso, e preservar seu esforço, criatividade, tempo e dinheiro sempre vale a pena.

Uma informação adicional é a de que você também pode requerer a proteção para o seu invento em outros países. Segundo o INPI, é preciso depositar um pedido equivalente no país ou região onde se deseja obter a patente.

Primeiro o pedido deve ser feito para o idioma da região desejada. Após isso, um procurador então é definido para a empresa naquele país.

O procedimento de depósito em diferentes países pode ser simplificado, usando o Tratado de Cooperação de Patentes (PCT), no qual o INPI atua como escritório receptor e realiza busca/exame preliminar.

Gestão de patentes e consultoria profissional

Como foi exemplificado anteriormente, o registro e a proteção de patente é como uma garantia contra o uso não autorizado da sua inovação. Independentemente do perfil ou do tamanho da empresa, a patente se torna necessária para proteção da marca e dos produtos contra a concorrência desleal.

A demanda atual do mercado mundial rompe com os limites locais e nacionais. Por isso, sua empresa precisa estar atenta para a importância do registro de patente como um elemento de competição e diferenciação.

Nós da 4C Innovation, contamos com uma plataforma de desenvolvimento de produtos que fortalece e guia empresas para transformar ideias em produtos com sucesso de vendas e viabilidade de mercado. A metodologia tem inspiração nas estratégias de Gestão da Inovação utilizadas pelo MIT, otimizada para a realidade do Brasil.

Gostou do nosso texto? Continue lendo nossos materiais, e assine nossa newsletter para ter ainda mais conteúdo sobre inovação e tirar suas ideias do papel.

A inovação no dia a dia da sua empresa.

Todo mundo deseja inovar! No dia a dia corporativo, a inovação virou algo tão comum que todas as pessoas podem se tornar inovadoras.

A inovação não ocorre sozinha, para ela ocorrer, ela deve ser considerada um evento da empresa, muitos gestores dizem que ela não ocorre por falta de uma cultura organizacional, mas isso é apenas uma desculpa.

Se para inovar você precisa da sua empresa, algo está errado, a ausência da cultura é um problema que deve ser contornado.

Cultura de inovação

A cultura da inovação no dia a dia da sua empresa, como inovar?

Ao avaliar os itens que mais afetam um projeto de inovação, podemos dividi-los em: escassez de tempo, aversão ao erro e um ambiente que impede novas ideias.

Inovar é fazer algo que ainda não foi feito, isso significa que será um caminho arriscado, não só rodeado de dúvidas, mas também de riscos.

Fica evidente então que compreender o cenário para avaliar as demandas dos clientes, suas ideias, desenvolver projetos e fazer protótipos, são etapas que o processo de inovação vai percorrer.

Sem gestão do tempo para conduzir uma pesquisa, não será possível calcular quanto tempo será alocado pela sua inovação.

Tanto que muitos profissionais, por ausência de gestão, acabam desistindo de ótimas oportunidades, e acabam perdendo tempo em atividades que não agregam valor.

E não esqueça: Sem tempo, não haverá insights!

Como inovar em uma rotina organizacional?

Como inovar em uma organização?

Se na sua empresa existe uma área de inovação, excelente, já temos um começo.

Caso não exista, da mesma forma vamos ajudar em como levar esse assunto para frente.

Uma dica inicial é: compreenda como o ato de inovar é visto internamente. Sabemos que há locais com equipes focadas em criar itens ou processos inovadores, ou o perfil mais comum, quando todos os profissionais devem ser inovadores

Para o grupo focado integralmente e totalmente inovador, o desafio é ter eficiência operacional na gestão do processo de inovação.

O tempo, recurso valioso, já faz parte do pacote da equipe de pesquisadores, gerente de inovação ou até mesmo TI.

Para o segundo grupo é que está o maior desafio: o profissional é parcial na dedicação de inovar.

Então fica claro que alocar pessoas em projetos desafiadores, e o alinhamento de entregas de resultados, certamente influenciam no processo de inovação do profissional.

Como tornar a inovação uma realidade?

Nem sempre os papéis estão claros e fazem sentido, como apresentamos acima.

Claro que a iniciativa começa com você (e sua vontade de fazer diferente), mas uma empresa alinhada irá ajudar no seu processo de inovação e empreendedorismo.

Abaixo indicamos um modelo que vai facilitar seu processo, confira:

1) Tempo para inovar não determinado – Cada profissional irá gerir seu próprio tempo de acordo com o que considerar mais adequado, mesmo que, sem orientação explicita da gestão da empresa.

2) Tempo para inovar estimulado – Cada profissional irá buscar inovar dentro do seu perfil de trabalho, tempo e local.

Nesse caso, a gestão irá indicar a necessidade de inovar, deixando claro que há uma orientação corporativa para isso.

3) Tempo alocado – Cada profissional irá inovar de acordo com a agenda de eventos, feiras, reuniões e locais que debatam a inovação.

4) Tempo demarcado – Cada profissional deverá reservar um período para inovar, entre 10% e 15%, em projetos da empresa ou até mesmo pessoais. Organizações como 3M e Google promovem esse modelo.

O desafio, agora, será indicar qual é o objetivo da sua empresa e qual será a melhor composição de jornada de trabalho para permitir a inovação internamente.

Não basta somente o modelo, há todo um conjunto de indicadores e modelos para avançar em inovação, mas buscar o tempo para isso já é parte da jornada.

Como podemos te ajudar?

Nós, da 4C Innovation, somos uma plataforma de desenvolvimento de produtos que guia empresas na implementação de uma cultura de inovação organizacional, transformando ideias em produtos/serviços com viabilidade de mercado.

software de inovação, o CRD, surgiu a partir dos conceitos de transformação digital do MIT, alinhado com anos de experiência em consultorias de inovação.

Tanto que o resultado final foi uma ferramenta de governança de inovação, utilizada como meio para fazer a gestão da transformação de ideias em produtos ou serviços, como implementação de melhorias ou até mesmo com análise de startups.

Gostou do nosso texto? Continue lendo mais sobre inovação nosso Blog e assine nossa Newsletter de captação de recursos.

FOMENTO PARA INOVAR: INVESTIR EM RECURSOS É O CAMINHO PARA O SUCESSO

fomento inovar sucesso

Ter uma ideia e colocar no papel é somente uma das etapas de inovação. Ao materializar qualquer etapa de um planejamento de inovação, da multinacional ao pequeno inventor, a captação de recursos financeiros é uma fase crucial na busca pela viabilização econômico-financeira de um projeto.

Para ser bem-sucedido, o projeto deve apresentar uma significativa atratividade aos agentes de financiamento. Com o aumento da relevância da inovação no dia a dia corporativo, provocando aumento da produtividade, competitividade empresarial e na geração de riqueza para o país, o apoio à inovação tem sido uma prioridade de diversos agentes de fomento no Brasil.

Recursos estratégicos: Finep

A FINEP – Financiadora de Estudos e Projetos é uma empresa pública vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia e tem como missão:

Promover e financiar a inovação e a pesquisa científica e tecnológica em empresas, universidades, institutos tecnológicos, centros de pesquisas e outras instituições públicas ou privadas, mobilizando recursos financeiros e integrando instrumentos para o desenvolvimento econômico e social do País.

O apoio da FINEP abrange todo o ciclo de CI&T, da pesquisa básica até o desenvolvimento de produtos, serviços e processos nas empresas. Sua atuação se dá por meio de diversos instrumentos:

  • Financiamentos reembolsáveis (empréstimos com condições diferenciadas para empresas);

  • Financiamento não Reembolsável a Instituições Científica, Tecnológica e de Inovação,

  • Outras formas de apoio à inovação (subvenção econômica, operações de investimento e capital de risco).

As modalidades de apoio podem ser oferecidas diretamente pela Finep ou de forma descentralizada, por meio de agentes financeiros ou parceiros estaduais.

Principais desafios da inovação para a Finep

A Finep dispõe de um funding de R$ 5 bilhões, mais um extra de US$ 1,5 bilhão. A empresa financia diversos itens, como máquinas, equipamentos (mesmo importados) e equipe própria. Para a Finep, o impacto e o ineditismo da tecnologia determinam a taxa de juros. O apoio financeiro pode ser personalizado de acordo com o grau de inovação e risco. Quer uma dica?  Quanto mais inovador o projeto, maior pode ser o apoio.

A própria Finep destaca ser um mito o de que a inovação é sinônimo de tecnologia de ponta: entre as linhas apoiadas pela instituição há financiamentos para diferenciação de produtos, processos e serviços; redução de custos; e até mesmo difusão de tecnologias.

Já entre os setores prioritários estão saúde e qualidade de vida, química, agronegócio e alimentos, indústria aeroespacial e defesa, óleo e gás.

Os principais desafios que a Finep se propõe a enfrentar por meio da promoção da inovação são:

  • Dotar a economia brasileira de capacidade de inovação para o enfrentamento de desafios nacionais e globais;

  • Estimular a implantação de atividades contínuas de P&D nas empresas;

  • Apoiar a inserção de empresas inovadoras nos mercados nacional e global;

  • Elevar a competitividade das empresas e instituições brasileiras;

  • Reverter a vulnerabilidade externa das empresas e instituições nacionais nos segmentos intensivos em tecnologia;

  • Estimular a participação do capital privado em inovação;

  • Apoiar inovações que promovam a sustentabilidade.

Inovacred

Uma dica essencial é o novo programa Inovacred: uma linha de financiamento cujo objetivo é incentivar pequenas e médias empresas (faturamento até R$ 90 milhões ano) que queiram desenvolver um novo projeto de inovação, ou seja, pretendem investir no desenvolvimento de novos produtos e serviços ou melhorar os existentes.

A grande vantagem do Inovacred é oferecer condições extremamente atraentes em termos de juros, que giram, em média, em torno de 8 a 9% ao ano, uma taxa muito abaixo da grande maioria das linhas de financiamento existentes, até mesmo se considerarmos os programas com juros reduzidos do BNDES ou de outros bancos do Governo.

Se tanto para grande empresa, que buscam caminhos alternativos para lançar novos produtos, quanto para as menores que querem abrir mercado, buscar recursos é um desafio diário.

Da ideia ao protótipo e teste de mercado, os valores aplicados podem ser fatais para o negócio. Por isso, entender os objetivos da fonte que fornece recursos é um ponto relevante e estratégico.

Nós, da 4C Innovation, somos uma empresa com foco na implantação do processo de inovação, execução do projeto e o apoio na busca de recursos de fomento. Confira o nosso modelo que leva o empreendedor dentro dessa jornada de inovação, o conduzindo dentro de questões importantes como mercado, tecnologia e as finanças de seu projeto. Com isso o projeto do produto é iniciado com informações fundamentais para o sucesso, tornando realidade o seu sonho!

Gostou do nosso texto? Continue lendo nossos materiais, assistindo aos vídeos e assine nossa newsletter para ter ainda mais conteúdo sobre inovação para sair do papel e conquistar seu mercado.

ENTENDA COMO AMADURECER A GESTÃO DA INOVAÇÃO VAI AUXILIAR A SUA EMPRESA A GANHAR MERCADO E LUCRO

gerindo Inovação

Entenda como amadurecer a gestão da inovação vai auxiliar a sua empresa a ganhar mercado e lucro

Assim como ao longo dos anos nós amadurecemos, ganhamos responsabilidades e aprendemos a viver para equilibrar trabalho, família e lazer, o mesmo ocorre ao avaliarmos a gestão da inovação dentro das empresas.

Para ficar mais simples, o conceito de maturidade deve ser encarado como um processo de aquisição de competências que ocorre com o passar do tempo, mas claro, a partir do investimento de estudo, projetos e trabalho constante.

Mas como chegar nesse estágio do processo?

O amadurecer na gestão da inovação corporativa é conquistado por meio de planejamento e ações tomadas para o aperfeiçoamento dos processos da empresa, de forma a atingir os mais ousados objetivos.

A principal ideia que segue como norte no conceito de maturidade da inovação é o desenvolvimento contínuo e uma filosofia transparente de melhoria de processos, industriais ou não, e no desenvolvimento de produtos, gestão de projetos e, finalmente, o ciclo desenvolvimento de produtos.

A necessidade de as organizações inovarem para conseguirem um crescimento e sucesso de forma sustentável não é novidade. Mas, uma vez que o processo foi iniciado, todos precisam evoluir e ajustar seu ritmo para evoluir sempre.

Ou seja, amadurecer a gestão da inovação é também uma forma de potencializar todo seu investimento em inovar. Para alcançar sucesso com a inovação, por exemplo, uma grande série de projetos devem ocorrer de forma sistematizada.

E, com isso, fica ainda mais claro que permitir a inovação é um processo e, como todo processo, demanda planejamento e gestão.

Amadurecer para crescer e inovar

A necessidade de amadurecer a sua gestão da inovação está conectada ao desafio de construir um novo fluxo gerencial que garanta esse caminho renovação em processos com foco ao entendimento das conexões entre as correntes de inovação, os times executivos e a própria evolução da empresa.

Autores como Tidd, Bessant e Pavitt (Managing innovation: integrating technological, managerial organizational change, 2001) defendem que o processo de gestão da inovação envolve:

  • Busca de uma abordagem estratégica para a inovação e para o desafio de sua gestão.
  • Desenvolvimento e utilização de mecanismos e estruturas de implementação efetivos.
  • Desenvolvimento de um contexto organizacional que suporte a inovação.
  • Construção e manutenção de interfaces externas efetivas.

Inovação deve estar conectada ao modelo de negócio

A gestão da inovação não pode ser colocada de forma isolada na empresa. E, por isso, o desafio de amadurecer de forma alinhada é ainda mais complexo. É necessário um profundo conhecimento interno e a importância de mapear as áreas envolvidas que precisarão criar e manter um conjunto de rotinas que acelerem, evoluam e amadureçam a atividade inovadora.

Abaixo, ilustramos o post com uma figura que representa seis processos de gestão da inovação, com exemplos de resultados esperados e ferramental.

Inovar com maturidade gera mais lucro

Por fim, podemos indicar que o amadurecimento da gestão inovadora está ligado ao padrão gerencial da companhia. Assim, um direcionamento claro, objetivos compartilhados e disciplina na execução de processos irá auxiliar no crescimento da inovação com cultura e mais resultado.

O amadurecer dessa cultura de inovação irá permitir que sua empresa mantenha uma abordagem integrada para superar barreiras gerenciais e de mercado. Inovar vai além do discurso e com o tempo fica ainda mais claro que conhecimentos, habilidades, ferramentas, técnicas, sistemas e processos formam o dia a dia de quem busca criar e se diferenciar no mercado.

Se você quer compartilhar sobre seu estágio de inovação ou quer bater um papo conosco, basta comentar abaixo.

Nós, da 4C Innovation, somos uma empresa com foco na implantação do processo de inovação, execução do projeto e o apoio na busca de recursos de fomento. Confira o nosso modelo que leva o empreendedor dentro dessa jornada de inovação, o conduzindo dentro de questões importantes como mercado, tecnologia e as finanças de seu projeto. Com isso o projeto do produto é iniciado com informações fundamentais para o sucesso, tornando realidade o seu sonho!

Gostou do nosso texto? Continue lendo nossos materiais, assistindo aos vídeos e assine nossa newsletter para ter ainda mais conteúdo sobre inovação para sair do papel e conquistar seu mercado.

DESCUBRA A IMPORTÂNCIA DA GESTÃO DA INOVAÇÃO PARA SUA EMPRESA

importância gestão da inovação empresa

Importância da Gestão da Inovação para a sua empresa

Inovar não é mais uma palavra da moda. É uma necessidade para qualquer empresa, do MEI ao gestor de multinacional. Se falar sobre inovação não é mais novidade, precisamos alinhar os conceitos para avançarmos no que é diferencial: a gestão da inovação.  

Inovar é para todos os portes de empresas. Porém, uma coisa é essencial: foco e planejamento desde o início. Uma inovação pode, inclusive, mudar toda a história da sua vida ou da sua empresa, seja ela pequena ou grande. Empresas como Apple, Nike, NetflixAmazon e Spotify não surgiram por acaso. 

Inovação pode ser colocada como toda nova ideia aplicada em processos e produtos que são desenvolvidos e geram resultados econômicos para os envolvidos. Isso deixa claro que inovação não é invenção, que também é uma ideia, porém sem retorno financeiro.  

Uma inovação não é somente um produto, podendo ser também o desenvolvimento de novos processos, novos métodos, novas formas de organização de trabalho, abertura de novos mercados e a criação de novas fontes de geração de renda e lucro. 

Resumindo para você: inovação é quando a sua ideia atende às necessidades e expectativas do mercado ou do cliente e precisa ser viável economicamente, garantindo retorno financeiro com sustentabilidade. A inovação é o impulso que mantém o capitalismo e o mercado em movimento.  

Para nós, inovar é conseguir transformar uma ideia em lucro. E isso já é um grande desafio. 

A inovação nas empresas é o mecanismo gerador de diferenciação no mercado. Para que sua empresa alcance mais competitividade, ela demanda recriar processos e ajustar diariamente serviços e produtos. Inovar não ocorre do dia para a noite e sua empresa necessitará de método e capacitação. Ok, sabemos que isso não é necessariamente novidade. Mas como ir além desse discurso?  

Uma grande quantidade de gestores diz que compreende o que é inovação, mas a gestão interna da empresa é precária e não permite avançar internamente. Para que o resultado da inovação ocorra é necessário investir na gestão desse processo. Mas o que é?  

O processo de inovar depende de pessoas, estratégias, processos e recursos. Esses itens alinhados permitem desbloquear seu potencial de inovação e colocar projetos em pauta e garantir um cenário real e lucrativo. É essencial para sua empresa o uso de métodos, processos e ferramentas para dar suporte à inovação. Sem isso, é como trilhar por caminhos desconhecidos sem dominar o veículo escolhido ou saber a rota.  

Com algumas das nossas dicas de gestão da inovação, alguns processos como a identificação de oportunidades internas e mercados externos, além de processos e sugestões financeiras ficarão mais claros para sua organização gerar novos projetos. A gestão de inovação permite que a empresa aperfeiçoe seus processos a partir de ideias inovadoras e entregue produtos/serviços de forma otimizada, sem a necessidade de retrabalho.  

Desenvolver um modelo de inovação organizacional é essencial para conquistar maior competitividade no mercado e gerar vantagem competitiva. Porém, vale ressaltar que o processo de inovação é difuso, repleto de dúvidas e oportunidades. Ele exige um trabalho disciplinado e periódico para que consiga gerar os resultados esperados.  

Nós vamos dividir o processo em quatro blocos de gestão que devem ser base do seu processo:  

1. Tenha um modelo de gestão 

Você irá precisar de métodos, processos, modelos e ferramentas que permitam suporte ao seu projeto de inovação. O modelo de gestão contempla a ideia, o planejamento, a gestão do projeto, o plano de marketing e o comercial, além do lançamento inicial e toda o caminho do seu sonho aos itens que envolvam a captação financeira. A 4C atua com diversos modelos e participa desde a concepção do projeto, por exemplo.  

Ao ter uma ferramenta de inovação, você e sua empresa poderão identificar as oportunidades internas e externas de inovação, além de acompanhar as tecnologias mais adequadas, os fluxos de criação e, claro, compreender melhor o mercado. A gestão não é burocracia para inovar, mas a principal forma de acertar e evoluir sem tanta “dor”. Por meio dela, os processos internos são aperfeiçoados e é formado o ambiente para inovar, criando um fluxo de criatividade eficiente. 

Um bom exemplo é a gigante Amazon. Com mais de 1,5 bilhão de itens disponíveis para venda em seu catálogo quase mundial, a empresa prossegue com preços competitivos e uma operação logística exclusiva. A empresa somente consegue esses diferenciais porque sua gestão é um exemplo de persistência e usa a inovação diariamente, principalmente na coleta e tratamento de todas as informações coletadas nos seus múltiplos canais como site, redes sociais e lojas.  

Na Amazon, a captação de dados é convertida em estratégia que busca prever o que e quando oferecer novos produtos ou serviços aos seus consumidores, como nos atuais chamados processos de Growth Hacking. 

2. Criatividade com produtividade 

Ter criatividade não significa ser produtivo. E, muito menos, ser inovador. Mas inovar e criar estão juntos. Por isso, seu fluxo de gestão de inovação deve prever e criar os insights, novos desenhos e projetos. Ousar, empreender, errar e começar do zero novamente devem ser itens essenciais no seu dia a dia. O processo de gestão da inovação deve contemplar essa fluidez entre ter a ideia, criar e inovar.  

3. Pessoas e produtividade 

Ao ter a gestão alinhada ao projeto, os profissionais irão, de forma organizada, elevar a produtividade. Não será automático, certamente, mas a melhor otimização das atividades e o alinhamento estratégico de demandas e orientações irá ajudar. A disciplina e o trabalho que siga cerimônias formais, por mais que não pareça inovador, será um diferencial.  

Os times ao entenderem e conhecerem sua cultura e seus valores, pontos fortes e fracos, ameaças e oportunidades, conseguirão executar a sua estratégia de inovação com ainda mais dedicação.  

4. Competitividade e lucratividade  

Ser competitivo é premissa de qualquer empresa, da local ao grupo multinacional. E, o diferencial é a inovação. Ao ter um fluxo definido de gestão da inovação, sua startup, microempresa, média ou grande empresa pode pesquisar o mercado de forma sistemática, identificar as necessidades e anseios dos clientes, além de efetivamente atender e ouvir desejos não ditos desses mesmos usuários, superando e surpreendendo o mercado.  

O ciclo de vida de um produto está mais curto e, com isso, o investimento em tempo e pesquisa precisa convertido em itens ainda mais lucrativos. Seguindo essa lógica, ao elevar a performance do trabalho dos times e criar produtos e serviços inovadores, sem dúvida, ao ajustar seu time comercial novas vendas, mais lucro e sucesso estarão em crescimento ou mais próximos. Gerir a inovação aproxima a sua empresa do sucesso comercial e do retorno financeiro positivo. 

Gestão da Inovação. Mas como colocar no dia a dia? 

Como levantamos, o fluxo do processo de inovação é constante e ágil. Por falar em ágil, a gestão Agile é o referencial do Spotify. Um processo único que envolve muita comunicação, integração e evolução constante. A empresa hoje possui a sede em Londres, e há grupos de desenvolvimento de produto em Estocolmo, Nova York e São Francisco, distribuídas em mais de 30 equipes. Ou seja, inovar não depende da estrutura física, mas da gestão.  

Uma dica de atividade que promove a inovação na empresa ocorre nos “hack days”, quando os colaboradores apresentam estudos feitos no 10% de tempo livre que a empresa permite para que seja usado em pesquisa e desenvolvimento individual. Com isso, os profissionais devem desenvolver e compartilhar com os amigos e colegas as novas ideias.  

Para atingir sucesso nesse processo de gestão, tente investir em acompanhamento, atualização e ajustes de rota sempre que puder. Monitore com uma coleta estruturada de dados cada passo da sua evolução, aprendendo com erros e acertos. 

Promova a adequação dos times se precisar (pessoas), reforce com comunicação o foco do seu projeto de inovação, aumente sua eficácia e promova de forma correta os recursos e disponibilidade de dinheiro e tempo para que a inovação seja sistematizada e avance não como uma aventura de negócios porque sua ideia parecia boa.  

Assim, para definirmos de forma final a gestão de inovação, é essencial termos claro que ela é a base de mudança do mundo corporativo atual e vai garantir a diferenciação do seu negócio, novos mercados, bem como aumento de produtividade e redução de custos. A gestão da inovação deve contribuir para alavancar os resultados e o crescimento de uma organização gerando valor internamente e externamente. 

Nós, da 4C Innovation, somos uma empresa com foco na implantação do processo de inovação, execução do projeto e o apoio na busca de recursos de fomento. Você quer saber mais sobre o método de desenvolvimento de produtos? Confira o nosso modelo que leva o empreendedor dentro dessa jornada de inovação, o conduzindo dentro de questões importantes como mercado, tecnologia e as finanças de seu projeto. 

Com isso o projeto do produto é iniciado com informações fundamentais para o 

Sucesso, tornando realidade o seu sonho! 

 

Gostou do nosso texto? Continue lendo nossos materiais, assistindo aos vídeos para ter ainda mais conteúdo sobre inovação para sair do papel e conquistar seu mercado. 

AS COMPETÊNCIAS QUE TODO INOVADOR DEVE TER

competências inovador

O desafio de evoluir como profissional faz parte do dia a dia de empreendedores. A criatividade é uma competência que permite o desenvolvimento de ideias inovadoras, vamos buscar apontar as competências que formam os principais destaques no mercado atual da inovação.

Ao pensar em inovação, as pessoas buscam referências mundiais como Google, Apple, 3M e esquecem que elas podem ser inovadoras nas suas competências diárias. Empresas mundiais criam inovações que mudam o mundo, como um avião, carro ou computador. Mas, dentro do universo das inovações, podemos prever que 99% são pequenas ou incrementais, que ocorrem no dia a dia. São as pequenas mudanças do cotidiano, que com muito planejamento, transformam sua empresa e sua mentalidade. Aquela sua ideia aplicada na rotina do seu trabalho e que permitiu um ganho de produtividade não deixa de ser inovação.

Mas, como ser mais inovador? Separamos algumas dicas para ajudar você a tornar-se ainda mais inovador.

Como me tornar inovador?

Um dos desafios de qualquer empresa ou empreendedor é justamente começar. Mostrar sua ideia para um amigo, não vale, ok? Convém destacar que em uma empresa é essencial que os líderes sejam facilitadores e transformadores para viabilizar um modelo de gestão da inovação. Ser inovador está muito mais vinculado ao processo do que ao lado criativo!

A prática diária irá elevar a sua habilidade e, assim, sua capacidade de gerar novas ideias e executá-las. Falando parece muito mais fácil do que é na prática, não é?

Antes de continuarmos, vamos somente deixar claro o que é inovação!

Inovação pode ser classificada como toda nova ideia aplicada em processos e produtos que são desenvolvidos e geram resultados econômicos para os envolvidos. Uma inovação, além de produtos, também pode ser o desenvolvimento de novos métodos, novos processos, novas formas de organização de trabalho, abertura de novos mercados e a criação de novas fontes de geração de renda.

Agora que já está mais claro o que é inovação, fica ainda mais evidente que uma inovação não acontece do dia para a noite. O mundo está repleto de pessoas com ideias brilhantes mas que não as tiram do papel.

 “O mundo precisa de sonhadores e o mundo precisa de fazedores. Mas, acima de tudo, o mundo precisa de sonhadores que fazem.”  Sarah Ban Breathnach

Porém inovação não é algo simplesmente novo. É algo novo que traz resultados para a empresa. Mais do que isso, é preciso separar inovação de melhoria.

Trabalhar em um ambiente inovador é motivador porque os indivíduos percebem seu crescimento e buscam superar as barreiras com mais criatividades. Uma empresa inovadora valoriza os talentos e, com isso, respondem mais rapidamente ao mercado com novas ideias, projetos e clientes mais satisfeitos. Seu desafio com a gestão de competências que indicamos nesse documento é o de conseguir configurar um ambiente que replique seu comportamento e repita o modelo de inovação com fluxo continuo, estruturado e gerenciável.

As competências no seu DNA

Nossas dicas de competências são referenciadas na obra escrita pelo guru da inovação, Clayton M. Christensen, com colaboração de Hal Gregersen e Jeff Dyer: DNA do Inovador. Nela, os autores explicam em detalhes como desenvolver as cinco competências fundamentais para ser um profissional inovador.

Segundo o livro, apesar de existir um “DNA” da inovação, qualquer pessoa pode desenvolver as habilidades que permitem pensar de forma inovadora. Christensen ilustra com exemplos reais que é possível mudar a essência de uma pessoa para que se torne mais do que um executor.

Christensen (eleito pelo Thinkers 50 o mais influente pensador vivo do management mundial) demonstram como qualquer pessoa pode desenvolver essas cinco habilidades, necessárias para se tornar um inovador. As dicas fazem parte do resultado de oito anos de pesquisas e entrevistas com quase 1.000 executivos e empreendedores de sucesso em empresas como Apple, Amazon e Google.

Mas quais são as habilidades que diferenciam os inovadores dos profissionais comuns?

Associar

A arte de associar é um diferencial e faz muito sentido como habilidade. Poder enxergar um segmento e aplicar em outro é algo utilizado para inovar. Henry Ford utilizou sua experiência em uma empresa de alimentos para criar a linha de montagem dos primeiros da sua montadora de carros. Ou seja, o desafio é ligar de forma simples e prática diferentes perspectivas, problemas e ideias para atingir um resultado novo e positivo.

Questionar

Quem não questiona, não evolui. Ou pior, torna-se meramente um executor. Ao fazer boas perguntas, você sai da zona de conforto e cresce. Os inovadores são os que fazem mais perguntas e nunca estão satisfeitos com a performance. Afinal, tudo sempre pode ser melhorado. Você pode começar com o básico: Por que fazemos isso? Como ser mais rápido e manter a qualidade? Por que nunca fizemos de forma diferente? Desafie o senso comum.

Observar

Prestar atenção nos detalhes fará, inclusive, que você faça perguntas melhores. E, com isso, inove! Ouvir clientes, compreender a cultura da empresa e alterar para evoluir será seu papel como observador. Não adianta sair correndo para apagar um incêndio sem compreender sua causa.

Trabalhar em rede / networking

Para pensar fora dos seus limites, muitas vezes será necessário interagir com pessoas das mais diversas áreas e atividades do conhecimento. E, um dos principais benefícios de um mundo conectado é justamente a possibilidade de trabalhar em rede. Um ponto de vista não explorado ou um insight de um colega de outra parte do mundo pode ser extremamente útil para uma inovação. Gerações diferentes, conhecimentos diversos em um mix cultural fará bem para você e para a sua empresa. Ao trabalhar em rede, o profissional também exerce habilidades de negociação e de resiliência.

Experimentar

Um ponto essencial em inovação é justamente a capacidade de experimentar e, com isso, evoluir. Vale errar, sim mas há meio de errar de forma inteligente, corrigindo rápido e ajustando seu projeto com isso. O principal desafio da inovação é compreender, achar o erro um fracasso é limitar o seu sucesso. Inovação precisa de testes e experiências. Como ocorre em qualquer pesquisa, uma ideia ou projeto nem sempre alcança o mercado, mas sempre entregará algum retorno de conhecimento.

Planejamento, avaliação de cenário, protótipo, teste de mercado e lançamentos de itens inédito demandam custos que podem não trazer retorno. Somente inova quem erra!

Em muitos casos, a tão famosa inovação estava dentro de casa e faltou olhar com mais carinho para os próprios profissionais, como você!

Descobrir novos remédios, desenhar e investir em algo radicalmente novo, projetar um produto inovador e testar a reação do público num novo mercado são tarefas que pedem por erros inteligentes. Experimentar permite coletar dados sobre o comportamento esperado no futuro.

Execução com retorno na prática

O dia a dia poderá consumir sua rotina, por isso, além dos itens acima, um profissional inovador contempla ainda as capacidades de: analisar, planejar, ver detalhes e regular o tempo.

Analisar demanda optar e ver os dados para decisões orientadas. O planejamento requer mapear e buscar metas com foco claro dos objetivos. Os detalhes estão nos refinamentos e nas revisões dos itens validados ao longo do seu processo de inovação. E, por fim, ajustar seu tempo é conseguir gerenciar a agenda e buscar cumprir seu planejamento ou cronograma!

A rotina com base nos itens acima, certamente garantirá sua capacidade de gerar inovações e transformar em itens de execução com retorno tangível.

Como dica extra, o livro sobre o DNA dos inovadores ainda traz um teste para você calcular o seu DNA inovador.

Os 4C da Inovação

Para nós, um modelo de competências é o que forma o modelo 4C de criação de inovação, porque inovar envolve mais do que somente criar, mas envolve planejar, testar e experimentar coisas novas. Conhecer os diferenciais e competências permite criar times de mais performance e sucesso.

Curiosidade

A curiosidade é o elemento básico da inovação e é a partir dela que o processo de desenvolvimento começa. Senão pela curiosidade, nós não conseguiríamos entender o mundo que nos rodeia e unir os recursos para gerarmos um novo elemento. Os 5 sentidos são indispensáveis para a busca de informações. Este processo inicia no nascimento e nos acompanha por toda a vida, sendo um item essencial na sua busca por competências em inovação.

Criatividade

A criatividade é uma forma de pensamento em que paramos de absorver informações e começamos a processar e encontrar conexões entre os elementos disponíveis aos nossos sentidos para transformar em ideias para que nosso o dia a dia seja mais fácil. O resultado direto da criatividade são as ideias. Todos possuem criatividade e, como em qualquer caso, ela deve ser estimulada diariamente.

Cálculo

O cálculo é a forma como mensuramos tudo na natureza. Quando uma ideia é robusta o suficiente para resolver todos os elementos de determinado problema ela passa a ser uma inovação. Porém, uma inovação não é útil se não for viável economicamente.

A forma de transformá-la em algo quantificável ocorre por meio do cálculo de sua estrutura, investimento, custo e do seu possível resultado. Com este conhecimento aplicado teremos inovação na prática, pronto para ser comercializado. Um item que você consegue ajustar e aprender com exercício no seu cotidiano.

Comercialização

Para a inovação de valor concluir seu destino, ela deve passar pelo processo de preparação do produto para a venda e a venda em si, mediante o correto planejamento e preparo. O conceito amplo de comercialização é de aplicar modelos de negócio para gerar resultados econômicos.

Ao perceber que você pode melhorar sua performance e compreender seus diferenciais como profissional e pessoa, a inovação será uma consequência. Transformar ideias em um produto ou serviço dependerá da sua capacidade de desenvolvimento e sua gestão para empreender com sucesso. Inovar requer um método e o desenvolvimento de múltiplas habilidades e competências.

Uma dica final é que você também pode realizar um diagnóstico de inovação para reduzir os riscos no lançamento de seus produtos. Esta é a melhor forma de apresentação da visão geral do seu projeto ou produto. A partir dela você define um roteiro que vai auxiliar na decisão de itens essenciais (e alguns até esquecidos).

É essencial que o cenário indicado seja compartilhado entre os sócios e participantes do projeto e, mais do que isso, seja realmente avaliado entre todos para que as mudanças possam ocorrer na prática. Alguns itens podem estar evitando o seu crescimento e, no futuro, afetarão o sucesso da sua ideia, produto ou projeto em serviços.

E você, ainda tem algum mito que queira discutir? Mande pra gente! Fale conosco e agende uma reunião para iniciar seu processo de inovação!

COMO FAZER SUA EMPRESA TER TEMPO PARA INOVAR NO DIA A DIA – GESTÃO DA INOVAÇÃO

inovacao

No dia a dia corporativo todo mundo deseja inovação, todas as pessoas podem desenvolver competências para se tornarem ainda mais inovadoras.

Por mais que não pareça, a inovação não é um item isolado e que ocorra sozinha. Para conseguir inovar e ter o seu efeito prático, ela deve ser classificada como um evento organizacional e que depende de uma longa composição de fatores.

Cultura de inovação

Ao avaliar os itens culturais que mais afetam um projeto de inovação, podemos dividir em vários elementos, inclusive para que possam ser ajustados: escassez de tempo, aversão ao erro e um ambiente que impede novas ideias.

Vamos falar mais sobre o tempo, porque em nenhum local, hoje, há tempo de sobra. E, se há uma certeza no processo de inovação é a de que inovar é fazer algo que ainda não foi feito, assim sendo, sempre ocorrerão incertezas e o risco é uma variável presente em qualquer projeto, não?

Compreender um cenário, avaliar demandas de clientes ou ideias, desenvolver projetos e fazer protótipos, sem contar a parte de planejamento financeiro e de marketing são justamente itens que o processo de inovação irá consumir e exigir de você algo caro: seu tempo, como falamos há pouco.

Sem gestão do tempo para conduzir uma pesquisa, pelo menos, não será possível sistematizar o quanto tempo, será alocado pela sua inovação. Toda inovação vai consumir horas e mais horas.

Muitos profissionais, por ausência de gestão, acabam desistindo de ótimas oportunidades. Muitos não percebem que estão gastando energia em itens que não agregam valor ou são consumidos por distrações e falta de foco. Sem tempo, não haverá insights!

Inovação x rotina na empresa

Se na sua atual empresa há uma área de inovação, excelente, já temos um começo. Se ainda não, vamos ajudar você em como levar esse assunto para frente, afinal, todos precisam de tempo para inovar.

Uma dica: compreenda como a inovação é vista internamente. Sabemos que há locais com equipes 100% focadas em criar itens ou processos inovadores. Um segundo perfil é o mais comum, na qual todos os profissionais devam ser inovadores.

Para o grupo focado integralmente e totalmente inovador, o desafio é ter eficiência operacional na gestão do processo de inovação. O tempo, recurso valioso, já faz parte do pacote da equipe de pesquisadores, gerente de inovação ou até mesmo TI.

Para o segundo grupo é que está o maior desafio: o profissional é parcial na dedicação de inovar. Alguns aspectos da empresa influenciam para que a inovação possa ocorrer com esse perfil: alocar pessoas em projetos desafiadores e interessantes (para os profissionais), alinhamento de entregas e resultados com desempenho e remuneração e o reconhecimento interno desse profissional.

Mas como ajustar para inovar na minha realidade?

Nem sempre os papéis estão claros e fazem sentido, como apresentamos acima. Claro que a iniciativa começa com você (e sua vontade de fazer diferente), mas uma empresa alinhada irá ajudar no seu processo de inovação e empreendedorismo.

Abaixo indicamos um modelo que facilitará seu processo e permite que você debata internamente para escolher e combinar em um modelo que seja favorável para a inovação internamente, confira:

1) Tempo para inovar não determinado – Cada profissional irá gerir seu próprio tempo de acordo com o que considerar mais adequado, sem orientação explicita da gestão da empresa.

2) Tempo para inovar estimulado – Cada profissional irá buscar inovar dentro do seu perfil de trabalho, tempo e local. Nesse caso, a gestão irá indicar a necessidade de inovar, deixando claro que há uma orientação corporativa para isso.

3) Tempo alocado – Cada profissional irá inovar de acordo com a agenda de eventos, feiras, reuniões e locais que debatam a inovação. A agenda será organizada para inovar.

4) Tempo demarcado – Cada profissional deverá reservar um período para inovar, entre 10% e 15%, em projetos da empresa ou até mesmo pessoais. 3M e Google promovem esse modelo.

O desafio, agora, será indicar qual é o objetivo da sua empresa e qual será a melhor composição de jornada de trabalho para permitir a inovação internamente.

Não basta somente o modelo, há todo um conjunto de indicadores e modelos para avançar em inovação, mas buscar o tempo para isso já é parte da jornada.

Gostou do nosso texto? Continue lendo nossos materiais, assistindo aos vídeos. Entre em contato com a gente e agende uma reunião.