O custo de não captar: Onde o dinheiro escapa sem você perceber

Quando a empresa decide tocar um projeto só com caixa próprio ou crédito caro, o custo a mais não aparece em uma única linha. Ele se espalha. A obra atrasa porque o dinheiro vem aos trancos, fornecedores pedem adiantamento, o lote piloto fica para depois e o lançamento escorrega. No DRE isso surge como margem menor, despesas financeiras maiores e um SG&A mais pesado por manter a equipe por mais tempo no mesmo projeto. No fluxo de caixa vem como picos de saída mal distribuídos, estoque parado e recebimentos que chegam tarde porque o produto entra no mercado depois do previsto.

Sem fomento, o orçamento técnico encolhe e o projeto passa a “fugir do teste caro”. O problema é que o teste caro evita falha de campo. Quando ele some, a conta reaparece em retrabalho, garantia e descontos comerciais para conter reclamação. No DRE, a margem bruta cede por mais sucata e retrabalhos. Na linha de despesas, cresce assistência técnica e logística reversa. No caixa, as saídas se esticam: compra de peças de reposição, horas extras, visitas e trocas. É a mesma história em outro formato. O que seria uma parcela financiada e previsível vira uma sequência de despesas emergenciais.

Há também o preço do tempo. Com fomento, a empresa consegue contratar o que acelera, como prototipagem, ensaios e parceiros especializados. Sem isso, a curva de aprendizagem fica lenta. Cada mês adicional empurra receitas para a frente e aumenta o custo fixo por produto entregue. No DRE, isso se traduz em menos volume para diluir despesas. No caixa, mais meses queimando capital de giro sem retorno. Quando o lançamento atrasa, o concorrente ocupa o espaço e você precisa vender com mais desconto para recuperar terreno. O desconto é um custo oculto de não captar.

Outro ponto é o custo financeiro. Se a empresa financia o projeto com linhas caras, cada desembolso vira juros que não agregam valor ao produto. FINEP e BNDES costumam oferecer prazo, carência e taxas que respeitam o ciclo de P&D. Sem isso, a pressão do banco encurta o cronograma e empurra decisões ruins, como cortar testes críticos ou escolher materiais só pelo preço. A diferença de taxa se transforma em despesas financeiras no DRE e em saídas mais pesadas no fluxo de caixa exatamente quando o projeto mais precisa respirar.

Captar também organiza a casa. O projeto financiado pede objetivo claro, cronograma por marcos, plano de testes e prestação de contas. Parece burocracia, mas vira disciplina que protege a margem. Com marcos, a equipe evita abrir frentes demais, decide na hora certa e mede o que importa. Sem marcos, a empresa “roda em neutro” e gasta mais horas para o mesmo resultado. No DRE isso aparece como custo de pessoal elevado por entrega e, no caixa, como consumo maior de capital de giro para manter o projeto de pé.

Se você quer reduzir o custo invisível de não captar e transformar o projeto em números que fecham, a 4C entra para mapear elegibilidade, escolher a linha que combina com o seu cronograma, montar o dossiê técnico e financeiro e planejar marcos que destravam desembolsos. Na prática, isso significa teste certo na hora certa, menos improviso e fluxo de caixa que acompanha o desenvolvimento. Quer começar pelo seu projeto mais urgente e ver onde o dinheiro está escapando? Vamos fazer esse diagnóstico e desenhar a rota de contratação juntos.

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