O novo edital da FINEP (Mais Inovação Brasil – Rodada 2): o que saiu e como funciona

A FINEP publicou, em 06/02/2026, uma nova rodada de chamadas dentro do programa Finep Mais Inovação Brasil – Rodada 2, e o tamanho da oportunidade chama atenção: o Governo/MCTI informou R$ 3,3 bilhões em recursos não reembolsáveis (subvenção econômica) distribuídos em 13 editais alinhados à Nova Indústria Brasil (NIB). Na prática, não é “um único edital”, mas um conjunto de seleções com temas bem direcionados, como Transformação Mineral, Transição Energética, Saúde, Cadeias Agroindustriais Sustentáveis, Base Industrial de Defesa e uma linha de Subvenção Econômica Regional.

O que esse edital é, em termos simples

Esse tipo de chamada é voltado para subvenção econômica, ou seja, recurso não reembolsável para empresas executarem projetos de inovação, desenvolvimento tecnológico de produto, processo, testes, validações e estruturação de pilotos, por exemplo. E é justamente aqui que o número faz diferença: quando você junta R$ 3,3 bilhões em subvenção nessa rodada, fica claro que a FINEP está tentando acelerar projetos com risco tecnológico real (os que exigem evidência técnica, teste e validação), não apenas iniciativas “cosméticas” de inovação.

O que tem de novo nesta Rodada 2

A principal mudança é o formato mais temático e objetivo. Em vez de um edital amplo onde todo mundo tenta encaixar qualquer coisa, a Rodada 2 veio com “trilhas” claras por setor/agenda estratégica, cada uma com regulamento e anexos próprios. Isso tende a aumentar a exigência de aderência ao tema, mas também facilita para a empresa entender se está no lugar certo.

Outro ponto importante é o modelo em fluxo contínuo em algumas chamadas: o edital fica aberto por um período maior e as propostas podem ser analisadas em ciclos internos, conforme o regulamento de cada linha. Isso muda o jogo porque deixa de ser “um tiro único” e passa a exigir organização para submeter bem e cedo, sem depender do último dia.

Quem pode participar e qual perfil costuma ter mais chance

De forma geral, o público é empresa, e o que costuma fazer diferença é ter um projeto com cara de execução: um problema técnico bem definido, uma solução proposta com rota tecnológica coerente e um plano de trabalho que mostre como a equipe vai reduzir riscos por meio de testes e validações. Quando o projeto é “ideia solta”, normalmente ele perde força; quando ele tem uma estrutura clara de etapas, entregáveis e metas técnicas, ele fica competitivo, especialmente numa rodada com volume relevante de recursos, onde a competição existe, mas também existe espaço para bons projetos aprovados.

Como funciona a inscrição, do jeito que a empresa sente na prática

O caminho começa com a escolha da chamada certa: você seleciona a trilha que realmente tem aderência ao seu projeto. A partir daí, a submissão é feita na plataforma indicada pela própria FINEP, preenchendo o formulário e anexando os documentos solicitados no regulamento e seus anexos.

Depois da submissão, acontece a etapa de avaliação (enquadramento e mérito). Se a proposta for selecionada, vem a fase de contratação, onde a documentação normalmente fica mais detalhada e o projeto precisa estar “amarrado” para execução: orçamento consistente, cronograma realista e responsabilidades bem definidas.

 

Valores e arranjos: o que isso significa sem complicar

Cada chamada define limites e condições. Para dar um exemplo concreto (porque ajuda a entender o tamanho típico), na chamada de Transformação Mineral existem faixas por tipo de arranjo: no arranjo simples, o valor por proposta vai de R$ 5 milhões a R$ 20 milhões; no arranjo em rede, pode ir de R$ 5 milhões a R$ 40 milhões. Isso é importante porque muda o porte do projeto: “arranjo em rede” normalmente envolve mais atores e um desenho de colaboração mais robusto.

Além disso, o edital traz regras de contrapartida (percentual mínimo de recursos próprios), que variam conforme o perfil/porte da empresa. Esse ponto é decisivo: muita proposta tecnicamente boa cai porque a contrapartida não fecha ou porque a empresa não se preparou para demonstrar capacidade financeira e de execução dentro das exigências da chamada. Ou seja: o R$ 3,3 bi chama atenção e ajuda a abrir portas, mas o que aprova projeto mesmo é estrutura, coerência e capacidade real de execução.

O que muda para quem quer aproveitar essa oportunidade agora

O melhor jeito de olhar para esse novo edital é pensar que ele premia empresas que conseguem demonstrar, de forma simples e objetiva, três coisas: clareza do problema, lógica técnica da solução e plano de validação com evidências. Não é sobre escrever bonito; é sobre mostrar que existe risco tecnológico, que existe método para reduzir esse risco e que existe capacidade real de executar dentro do prazo e do orçamento.

Na prática, quem se organiza antes tende a ganhar velocidade: definir escopo, transformar a ideia em um plano com etapas e testes, e preparar o orçamento de forma rastreável (sem “colchas de retalho”). É exatamente nesse ponto que a 4C entra com mais impacto: ajudando a transformar o projeto em uma proposta competitiva, conectando estratégia de produto, engenharia e governança de execução, para a empresa não perder tempo com retrabalho, nem perder competitividade por falta de estrutura.

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